Lendas e contos populares de Curitiba

Não há cidade, região, bairro e afins que não tenham uma lenda estranha, um conto assustador, um mito verossímil ou uma história mal explicada para serem passadas de boca em boca. Curitiba não é exceção.

A realidade se mistura com a fábula, e a imaginação do povo vai espalhando, oralmente, mais lendas por todos os cantos. Sendo assim, ocorre o aumento de ilusões e o número de pessoas que afirmam, realmente, ter visto e até vivido cada uma delas. A dúvida fica – será verdade? Será mentira? Difícil dizer. Depois do fato de ter passado por vários caminhos, a história se perde entre a realidade e a fantasia – e essa é a melhor parte.

Além de todas as características peculiares, nas lendas sempre vai existir um herói. Sempre vai existir um vilão. Mas, no meio disso, sempre vai existir quem vai achar melhor prevenir do que remediar.

A lenda do negrinho do pastoreio

É uma das lendas do sul mais conhecidas no Brasil. Dizem que o negrinho do pastoreio era um escravo de quatorze anos que trabalhava numa fazenda. Em um dia, o seu patrão ordenou que o rapaz fosse pastorar seus cavalos. No fim deste, na volta de seu trabalho, embora tenha procurado muito, chegou ao estábulo com um cavalo a menos. O seu patrão castigou-o com muita severidade; foram chicotadas tão fortes que chegaram a tirar sangue do rapaz. O homem lhe disse “amanhã, se não encontrar o meu cavalo, vai ser castigado de forma ainda maior”.

No dia seguinte, após muita procura, o menino encontrou o cavalo, mas para seu azar ele escapou do laço e novamente sumiu. Quando voltou para o estábulo e seu patrão o viu sem o seu animal, além das chicotadas, amarrou o garoto em cima de um formigueiro. Quando amanheceu, o senhorio foi ver como estava o rapaz e teve uma surpresa. Ele estava de pé, intacto, sem marcas de formigas ou chicotadas. Ao seu lado estava Nossa Senhora e todos os cavalos, inclusive o que havia se perdido.

O homem jogou-se aos pés de seu escravo, pedindo perdão. O rapaz nada lhe disse, somente beijou as mãos da Santa, montou em um dos cavalos e foi embora.

A lenda do fantasma da grávida da Praça da Ucrânia

Dizem que, toda sexta-feira, uma mulher grávida ia passear com o seu marido na feira de comidas da Praça da Ucrânia. Numa noite muito fria, ela chegou em uma barraca e pediu um sanduíche de mortadela. Enquanto esperava o seu lanche, um motoqueiro apareceu e começou a atirar em todos os presentes. Uma das balas atingiu a mulher, que morreu na hora.

Agora, toda sexta-feira, na Praça da Ucrânia, aparece uma grávida muito misteriosa que, como morreu sem comer seu sanduíche, pede para alguém comprar um para ela.

A lenda da erva-mate

Quando se fala em erva-mate, a primeira lembrança é a bebida que pode ser produzida com a erva. Mas poucos sabem que existe uma lenda para explicar o surgimento da árvore da erva-mate. A história diz que Deus passeava com São José e São Pedro pela região do Paraná até que todos ficaram muito cansados. Vendo a situação dos homens, um casal de velhinhos ofereceu sua casa para os três descansarem.

Como uma forma de agradecer o gesto, Deus transformou a linda filha deles em uma bela árvore com o nome de erva-mate. E mesmo que ela fosse cortada, continuaria se vestindo de novas folhagens e viveria eternamente.

A lenda da loira fantasma

Essa é uma lenda que remete aos anos 70. Dizem que Lurdes, uma moça loira, muito bonita, resolveu pegar um táxi à noite. O que ela não sabia, era que este motorista em particular era totalmente louco e pervertido. O tarado a seqüestrou e a levou para um matagal, onde a estuprou e matou. Mas, para azar do taxista, ela fazia parte de uma seita mágica e seu espírito continuou rondando.

Um mês mais tarde numa chuvosa e fria madrugada, uma mulher de capa preta entrou no carro e pediu para ir em direção ao cemitério municipal. Em meio a uma conversa estranha, a moça tirou um véu que cobria seu rosto. O motorista reconheceu a moça, ficou desesperado, teve um ataque de asma e morreu. A loira teve a sua vingança, mas até hoje assombra os taxistas.

Fonte: Informações cedidas pela Prefeitura de Curitiba e Governo do Paraná

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3 Respostas to “Lendas e contos populares de Curitiba”

  1. Diego de oliveira Says:

    eu gostei muito. queria saber lendas de colombo vcs poderia me ajudar!

  2. Viviszinha Says:

    Quero e preciso de mais contos,e ñ lendas.

  3. sissa Says:

    me que consegue le isso meu pra ser grande

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